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Orixás - Descrição

"Exu – o mais humano dos orixás, de personalidade traquina, porém, se enfuresse quando esquecem dele. É o fogo criativo e essencial ao homem, o impulso natural. É irreverente e criativo. Adora provocar discórdia. Segue-se um verso que descreve o seu comportamento:

Exu matou um pássaro ontem, com a pedra que jogou hoje”.

Seu nome significa "esfera", e representa a totalidade de seu alcance: todo o plano terrestre. Como não tem compromisso com que é "certo", não sente-se obrigado a seguir os comandos de quem não o respeita.

Sendo responsável pela comunicação entre os homens e os orixás, Exu é umas das divindades africanas que mais efetua contato com o homem sendo que certas entidades são também denominadas exu.

É filho de Iemanjá e irmão de Ogum e Oxossi.

- Dia da semana – segunda-feira
- Cor – vermelho e preto.
- Arquétipo de seus filhos – caráter ambivalente, inclinados a maldade, depravação e corrupção, inteligência e intrigas políticas.
- Sincretismo – Diabo cristão católico, pã grego (o saci pererê pode ser considerado uma versão mais branda da entidade).
- Símbolo – tridente de ferro, fallus.
- Lugar consagrado – ar livre, atrás da porta de casa.
- Sephirah - Malkuth

 

- Ogum – deus da guerra ioruba, seu nome significa luta, batalha, sendo o deus ioruba mais respeitado e temido. Pode ser impiedoso e cruel , mas também dócil e amável. É o grande general no candomblé, pai rígido e severo mas apaixonado e compreensível.

É o orixá do ferro, responsável pela metalurgia. Seu irmão preferido é Oxossi, que ensionou a caçar. Nutre grande afeição por ele, zelando as vezes mais pelos filhos dele do que seus próprios.

É filho de Iemanjá e irmão mais velho de Exu e Oxóssi e o primeiro a ser saudado depois que Exu é despachado.

· Dia da semana – terça-feira
· Cor – azul escuro
· Arquétipo de seus filhos – violentos, impulsivos. Pessoas que persistem em seus objetivos, sendo triunfantes onde a maioria desistiria, não desencorajandas facilmente. batalhadores e empreendedores. Possuem humor mutável. Fisicamente seus filhos são magros porém musculosos.
· Sincretismo – São Jorge, Hórus e Ares (Marte).
· Símbolo – 7 instrumentos de metal, espada, folhas de dendezeiro, espada-de-são-jorge.
· Lugar consagrado – ar livre, entrada de casas e templos.
. Sephirah - Geburah
· Orikí (verso sagrado) -

"Ogum que, tendo água em casa, lava-se com sangue.

Os prazeres de Ogum são os combates e as lutas.

Ogum come cachorro e bebe vinho de palma.

Ogum, violento guerreiro

O homem louco com músculos de aço.

O terrível ebora que se morde a si próprio sem piedade.

Ogum que come vermes sem vomitar.

Ogum que corta qualquer um em pedaços mais ou menos grandes.

Ogum que usa um chapéu coberto de sangue.

Ogum, tu és o medo na floresta e o temor dos caçadores.

Ele mata o marido no fogo e a mulher no fogareiro.

Ele mata o ladrão e o proprietário da coisa roubada.

Ele mata o proprietário da coisa roubada e aquele que critica esta ação.

Ele mata aquele que vende um saco de palha e aquele que o compra."

 

- Oxóssi - orixá da caça, filho de Iemanjá e irmão de Exu e Ogum. É o deus da fartura e prosperidade, ligado as matas e terra.Como seus irmãos Exu e Ogum, Oxóssi mora fora de casa, entretanto, vive infurnado na floresta, sendo senhor absoluto das matas. Rege a agricultura e está ligado as artes e a medicina.

- Dia da semana – quinta-feira
- Cor – azul e verde.
- Arquétipo de seus filhos – idependência, rapidez, esperteza. Não apeciam muito ficar em casa. Interessa-se por várias coisas, porém não dá proseguimento a muitas. Seu biotipo é leve e ágil, um tanto nervoso.
- Sincretismo – São Sebastião (Rio de Janeiro), São Jorge (Bahia).
- Símbolo –arco e flecha forjados de ferro (ofá). É associado a lua e a noite.
- Lugar consagrado – ar livre.

 

- Ossain - orixá das ervas, logo, da medicina. Como Oxóssi, vive no mato, é o senhor da ecologia. Detendo o conhecimento do poder das plantas, Ossain é de importância fundamental nos rituais Iorubás, pois é delas que emana o Axé, a força vital imprescindível a tais cultos. Ele é o feiticeiro, o alquimista, o bruxo (possui estreita ligação com Orunmilá, o senhor das adivinhações). Ossain está presente também nas pesquisas químicas e científicas.

Os adeptos de Ossain são chamados Olosanin ou Onisegum, curandeiros.

· Dia da semana – sábado
· Cor – verde e branco
· Arquétipo de seus filhos – calados, pessoas equilibradas, capazes de controlar seus sentimenos e emoções.Não permite que opiniões alheias mudem o seu julgamento sobre alguma coisa.
· Símbolos – pássaro, um leque de metral com 7 hastes, sendo que a do meio possui um pássaro em cima.
· Lugar consagrado – ar livre, matas.
· Orikí - "Sem folha não há orixá, não há o Axé".

 

- Xangô - o deus do trovão Iorubá. Atrevido, viril, violento e justiceiro, castiga os malfeitores. Pai da justiça.Um dos mais, senão o orixá mais, cultuado no Brasil. É o mais elegante e garboso dos orixás.

· Dia da semana – quarta-feira
· Cor – vermelho e branco
· Arquétipo de seus filhos – fisicamente são robustos, fortes, adiposos. São pessoas energéticas, ativas. Podem ser tanto educados e corteses quanto violentos e inontroláveis.
· Sincretismo – Zeus, Júpiter, São Jerônimo, Thor, Tupã.
· Símbolo – machado de duas lâminas (oxé).
· Lugar consagrado – pedreiras.
.Sephirah - Chesed

- Iansã ( Oiá) - orixá guerreira e poderosa, deusa das tempestades, raios, furacões, vendavais. Orixá da provocação e do ciúme, sendo também a paixão, a paixão violenta que corrói, é o desejo sexual. Mãe dos eguns e senhora dos cemitérios. Possue rivalidade com Ogum.

· Dia da semana – quarta-feira
· Cor – grená (entre vermelho e vinho)
· Arquétipo de suas filhas – audaciosas, poderosas, autoritárias. Temperamento sensual e voluptuoso, podendo ser ciumentas com o marido que elas próprias trairam. Quando contrariadas, podem exprimir grande cólera.
· Sincretismo – Santa Bárbara.
· Símbolo –chifre de búfalo, eruxin feito de rabo de cavalo, espada flamejante.
· Lugar consagrado

 

- Oxum - a orixá da água doce e rainha da cachoeira, da fecundidade e da meiguice. De personalidade vaidosa além de manhosa. É o charme, a pose, a sensualidade, sedução e o dengo. Onde um grupo de mulheres se reúne, lá está Oxum. Por reger a vaidade, o comportamento esnobe e metido também é associado à esta deusa iorubá. É o flerte, o namoro e o carinho. Ela é a deusa do Amor (a paixão é Iansã). Também está ligada a magia, pois possui forte conexão com as Yami Oxongará, as bruxas. Com elas aprendu a arte da magia.

· Dia da semana – sábado
· Cor – amarelo-ouro
· Arquétipo de suas filhas – elegantes, graciosas, sensuais, voluptuosas, desejo de ascensão social.
· Sincretismo – Vênus, Nossa Senhora dos Prazeres, Mãe d'água (Yara).
· Símbolo – obebê (espelho), ouro.
. Sephirah - Netzach

- Obá - uma orixá guerreira muito forte. Venceu numa luta sucessivamente Oxalá, Xangô e Orumilá. Ogum só a venceu mediante uma armadilha (ela escorregou numa mistura de quiabo passado por ele no chão). Deusa das enchentes, cheias dos rios e inundações. Está presente também na energia elétrica (graças a seu marido Xangô). Rege a desilusão amorosa, raiva, solidão, depressão, ciúme, sentimento de perda e frustração.

· Arquétipo de suas filhas – valorosas e incompreendidas, militância viril e ativa. Ciúme mórbido, sucesso financeiro.
· Sincretismo – Santa Catarina

 

- Iemanjá - uma das divindades mais populares no Brasil. A Rainha dos Mares, a Grande Mãe. Ela é o sentimento familiar, está presente no nascimento humano. Exu fecunda, Oxum cuida da gestação e Iemanjá recebe a nova vida e entrega ao Orixá regente. Numa Casa de Santo, Iemanjá organiza o grupo transformando em uma espécie de família. Ela é a família.

· Dia da semana – Sábado
· Cor – azul claro, branco.
· Arquétipo de suas filhas – fortes, rigorosas, protetoras, altivas sendo as vezes arrogantes. Se fazem respeitar, perdoam mas não esquecem uma ofensa. Maternais e sérias. Preocupam-se com os outros. Gostam do luxo e jóias caras.
· Sincretismo – nossa Senhora da Imaculada Conceição
· Símbolos – abano de metal branco.
. Sephirah - Binah

 

- Ewá - a orixá da música, das coisas alegres e vivas, a rainha das mutações. Transforma a água em vapor, a lagarta em borboleta o desabrochar das flores. Também é conhecida como a energia que torna possível o abandono do corpo e a entrada do espírito numa nova dimensão.
É irmã gêmea de Oxumaré.

· Dia da semana – segunda-feira
· Cor – verde-mar e rosa
· Arquétipo de suas filhas – encantadoras, confiantes, tagarelas de humor mutável, adoram ser o centro das atenções.
· Símbolos – Arpão com uma serpente enrolada.
. Sephirah - Yesod

 

- Oxumaré - o orixá andrógino, a serpente-arco-íris. É o deus iorubá de funções múltiplas, sendo que as mais conhecidas são as da bonança e mobilidade. Uma de suas obrigações é dirigir as forças que produzem o movimento. Oxumaré negocia, pechincha, compra e vende.

· Dia da semana – terça-feira
· Cor – amarelo e verde
· Arquétipo de seus filhos – paciência, perseverancia, desejo de riqueza. Generosidade, duplicidade.
· Sincretismo – São Bartolomeu.
· Símbolos – serpente, arco-íris e chuva
. Sephirah - Hod

 

- Omulu (Obaluaiê, Xapanã ) - senhor dos cemitérios, orixá das doenças. Sua imagem é de uma pessoa coberta com um tipo de manto feito de palhas, deixando os braços e pernas à mostra. Ele se apresenta desse modo, pois segundo uma lenda Iorubá, seu corpo era coberto de cicatrizes, fazendo com que sua aparência fosse desagradável. Obaluê quer dizer "Senhor da terra", daí sua associação com a morte (além de Xapanã ser o deus da varíola e das doenças contagiosas), pois o fundo da terra é a última morada do corpo. As vezes é colocado como filho de Nanã Buruku.

· Dia da semana – segunda-feira
· Cor – preto e marrom
· Arquétipo de seus filhos – tendências masoquistas, que gostam de exibir seus sofrimentos e tristezas. Capazes de se privar de várias coisas em função dos outros.
· Sincretismo – São Lázaro, Bacalubaca (entidade vudu, senhor dos cemitérios)
· Símbolo – xaxará (um tubo de palha trançada com sementes mágicas e segredos dentro)

 

- Nanã Buruku - a mais temida e velha dos Orixás. Senhora dos pântanos, chuva e da lama, a geradora da morte. Comanda o portal entre as dimensões. É mãe de Omulu.

· Dia da semana – segunda-feira (sábado para alguns)
· Cor – branca e azul.
· Arquétipo de seus filhos – calma, benevolência, dignidade e gentileza. Lentas, gostam de crianças (perfil de vovó), bem equilibradas.
· Sincretismo – Sant'ana Nossa Senhora do Carmo.
· Símbolo – bastão
· Sephirah– Daath

 

- Oxalá - um dos orixás mais respeitados, conhecido como o Grande Pai. É considerada a maior das divindades Iorubás (Oludumaré é inascecível). É ele quem decide a hora da morte.Exu inicia e Oxalá termina. É um dos 5 Orixás Balés, os ligados a morte. Os outros são: Ogum, Omulu, Iansã e Nanã. É conhecido também por Oxalufã e Oxagiã, respectivamente Oxalá velho e novo.

Segundo uma lenda, Oxalá fora proibido de tomar vinho de palma, porém ignorou a recomendação e bebeu ao fazer os homens do barro. Ao se exceder, os homens saiam defeituosos, deformados, capengas, corgundas, etc. Alguns foram retirados do forno antes da hora, saindo pálidos, eram os albinos. Por isso todos os albinos são consagrados a Oxalá. As pessoas consagradas devem sempre vestir branco (cor de luto iorubá).

Além disso, Oxalá rege a paz e a tranquilidade, é o equilíbrio de todas as coisas, em suma, a organização final.

· Dia da semana – sexta-feira
· Cor – branca
· Arquétipo de seus filhos – Alto, robusto, porte majestoso e elegante, guerreiros embora não agressivos, lentos e cabeçudos. Idealistas, pensamento a frente de seu tempo, intuição do futuro
· Sincretismo – Senhor do Bonfim (na Bahia existem 16 Oxalás), Odin, Cristo.
· Símbolo – cajado, canjica (comida)
· Sephirah - Chokmah - Oxalufã e Thiphareth - Oxagiã.

Complemento

Exus - apesar de Exu ser um orixá, também são denominados exus, as entidades que realizam os pedidos dos ebós. Oriundos da Quimbanda, existem um sem número de exus, cada um com sua característica própria e adequados a determinados pedidos. A maioria está ligada a algum Orixá. São 7 os Exus comandantes de falanges, sendo que cada subordinado, comanda mais 7. os comandantes são:

- Exu Sete Encruzilhadas
- Exu Marabô
- Exu Tranca Ruas
- Exu Tiriri
- Exu Gira Mundo
- Exu Veludo;
- Exu Pomba Gira (exus feminos)

Orunmilá - o senhor das adivinhações. Apesar de não ser um orixá, Orunmilá é de fundamental importância no candomblé. O Babalaôs (responsáveis pelo jogo de búzios) são seus porta-vozes.

Eguns - espíritos dos antepassados. O seu culto é forte no Brasil, onde as suas aparições são cercadas de mistério: eles adentram o local repentinamente, de baixo de uma garnde coberta de pano colorida, de onde não se pode ver nada. Os braços e pernas ficam ocultos, assim como o rosto. Alguns falam que não há nada debaixo da vestimenta. Os mais evoluidos falam (em Iorubá), mas a maioria rosna e geme. São conduzidos pelo Ojé e sua varinha (inxan). Alguns Eguns são de linha menos evoluidas trazendo consigo uma carga de maldade grande; são conhecidos como Quiumbas .

Existe uma tribo indígena no nordeste brasileiro, os Pankarurus que valem-se da mesma prática. No caso deles os eguns são chamados de Encantados. A semelhança adveio da formação cultural: possuem antepassados negros, os escravos fugidos e posteriormente libertados.

Zé Pilintra - considerado por muitos um mistério nas religiões afro, Zé Pilintra aparece tanto no Candomblé quanto na Umbanda. Pode se manifestar tanto como guia (preto-velhos por exemplo) ou exu. Sua principal imagem é vestindo roupa e chapéus brancos. Sua personalidade é alegre e brincalhona. Quando se manifesta na linha de exus, a roupa muda para preto. Além do chapéu (preto), pode pedir também uma cartola, assemelhando-se muito a uma entidade vudu chamada Barão Samedi (sendo mais irritado e dominador, é da família do Cemiteire, cujo líder é Bacalubaca, que por sua vez, assemelha-se a Omulu).

Preto velho - entidades benevolentes da Umbanda. São amorosos e oferecem conselhos as pessoas, conselhos esses considerados indiscutíveis. São considerados espíritos de luz não apenas de escravos mas de outras raças também.

Oduduá - figura histórica Iorubá. Grande rei e conquistador africano. As vezes confundido com orixá. Existe uma versão de que os orixás eram seres humanos e Oduduá foi pai de alguns.

Ajés - são as terríveis feiticeiras, bruxas iorubás. Representam os aspectos terríveis das coisas: inveja, ciúme, ambição, etc. Os bruxos são chamados oxôs. Enquanto estes não costumam atacar familiares, as ojés matam até os próprios filhos. Estão sempre prontas a descarregar sua ira sobre os humanos. O símbolo das ajés são pássaros, destacando as corujas. São eles que levam os feitiços das bruxas. A ajé mãe é conhecida pelo nome Iyami Oxorongá. Apenas Orumilá as acalma.

Candomblé - sistema religioso oriundo dos Iorubás na África, e muito difundido no Brasil. Vale-se do trabalho com os Orixás e tem no Brasil a sua representação mais fiel as origens (mais do que na própria África).

Umbanda - sistema religioso sincrético de base africana, fundado em 1904 que junta elementos do Espiritismo, Candomblé, Cristianismo, Hinduismo. Mais conhecido por seus "guias": Preto Velho, Cabolclo e Criança. Trabalha inclusive com guias de características raciais e culturais como ciganos, guias de linhas do oriente, exus cruzados (exu mais alguma outra linha) e outros

Quimbanda - sistema mágico africano de origem Bantu. Em vez e trabalhar com os Orixás, como fazem o povo Iorubá, a Quimbanda relaciona-se com os Eguns (cascões). Mais popularmente conhecidos como Exus. O Vodu na América Central, segue a mesma linha de trabalho.

Vodu (Vodoo) - O Vodu é um sistema religioso africano onde o seu centro encontra-se na no Haiti, na América Central, antiga colônia francesa. Possui muita semelhança com as religiões afro-brasileiras: Candomblé e Umbanda. o deus supremo, como o do Candomblé, é inacessível ao ser humano, sendo chamado de Gran Met (Grande Mestre) ou Bondye (Bom Deus). O equivalente dos Orixás são chamados Iwa. O Iwa mais famoso, principalmente devido ao cinema, é o Barão Samedi, o Senhor dos Cemitérios. Acompanhado de sua esposa ,Mama Brigitte, ele age no caso de doenças graves e guarda o conhecimento dos ancestrais. Como acontece na Quimbanda, algumas entidades são confundidas com Iwa, mas são chaamdos Djab (Eguns).

Os sacerdotes responsáveis por orientar os rituais são conhecidos por Houngan e Mambo (homem e mulher respectivamente).

 

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